Antônio Maia falou sobre o advogado do futuro no auditório do OAB/RS Cubo
29/06/2018 11:55h
Na noite desta quinta-feira (28), a Escola Superior de Advocacia da OAB/RS (ESA/RS), em parceria com a Comissão do Jovem Advogado da OAB/RS (CEJA), abordou sobre o impacto da revolução tecnológica na advocacia. O evento, que ocorreu no Auditório do OAB/RS Cubo, teve como palestrante o advogado, antropólogo e sócio-fundador da Tikal Tech, empresa de tecnologia sediada em São Paulo dedicada ao desenvolvimento de soluções inovadoras para o segmento jurídico, Antônio Maia.
A diretora-geral da ESA/RS, Rosângela Herzer, salientou que o tema é de extrema relevância, e “a que Escola está sempre abrindo as portas do conhecimento às novas tecnologias para que advocacia esteja sempre por dentro dos diversos assuntos da atualidade”.
O coordenador do evento e conselheiro seccional, Gabriel Lopes Moreira, falou que o advogado possui uma grande trajetória jurídica e que é um dos pioneiros em relação ao tema: “Teremos muito conteúdo e informação, e todos aqui vieram para agregar conhecimento, portanto queremos que todos também saiam, ao final da palestra, fazendo diversos questionamentos sobre os diversos apontamentos do nosso palestrante”, ressaltou.
Maia abordou sobre o interesse público na advocacia na Inglaterra, bem como também o papel social dos advogados no Brasil. Segundo ele, o trabalho do advogado não evoluiu muito aos passar os anos: “Promovemos o bem comum por meio do aconselhamento profissional, na elaboração de bons documentos e damos o devido acesso à justiça. É para isso que nós existimos”, disse. No entanto, o advogado ainda salientou que “temos que mudar a maneira de fazer a advocacia, mas de forma nenhuma, devido a nossa relevância social, iremos desaparecer, pois não há tecnologia que irá substituir a empatia”, enfatizou.
Maia ainda afirmou que na sua visão a especialização em áreas do Direito está ameaçada: “Eu penso que a especialização está em xeque, pois o futuro da advocacia está em plataformas especializadas com pessoas na ponta, dando o apoio pessoal aos clientes, do que na especialização gerando casos altamente complexos”, disse.
Vanessa Schneider
Jornalista MTE 17.654
29/06/2018 11:55h
