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Jornal do Comércio: OAB divulga hoje análise de dossiê

16/03/2009 12:30h

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Ofício será entregue a tribunais para verificar se grampo foi autorizado.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio Grande do Sul deve divulgar hoje o resultado da análise feita no dossiê e um CD com supostas escutas ilegais feitas através de um aparato clandestino de espionagem que funciona dentro do governo gaúcho. O material foi entregue na sexta-feira pelo ex-ouvidor da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul o advogado Adão Paiani.

A Polícia Civil também já determinou a instauração de inquérito com o objetivo de investigar a denúncia. Para presidi-lo, foi designada a delegada Adriana Regina da Costa, titular da 2ª Delegacia da Capital.

Na Assembleia Legislativa, a deputada Stela Farias (PT) protocolou solicitação para que o ex-ouvidor seja chamado à Comissão de Serviços Públicos para explicar as denúncias. A bancada do PT pretende, ainda, levar o caso à Polícia Federal.

Sem revelar detalhes do dossiê nem os nomes das pessoas grampeadas ilegalmente, Paiani - que e é filiado ao PSDB - disse que "um assessor muito próximo da governadora" aparece nas ligações cometendo tráfico de influência e crime eleitoral.

O CD, com 30 minutos de duração, contém, de acordo com Paiani, gravações clandestinas de seis telefonemas feitos na reta final da eleição do ano passado, entre o final de setembro e o começo de outubro.

O assessor grampeado ilegalmente seria o chefe de gabinete da governadora, Ricardo Luís Lied. Os telefonemas grampeados foram trocados por Lied com seu primo, o ex-presidente da Câmara Municipal de Lajeado (RS) Márcio Klaus (PSDB), que foi preso antes da eleição sob acusação de compra de votos.

Numa conversa, o chefe de gabinete de Yeda discute com o vereador, após a eleição, a substituição do delegado regional da Polícia Civil e do comandante da Brigada Militar na cidade, em suposta retaliação pela prisão. A troca não se concretizou. "Houve tráfico de influência claro, explícito e muito cristalino", disse Paiani, sem relevar os nomes dos grampeados.

Os grampos foram feitos, segundo Paiani, por policiais que operam o sistema Guardião, programa em que ficam armazenadas escutas feitas pela Secretaria da Segurança Pública, mas sem autorização judicial. Paiani afirmou ter obtido o CD com as gravações de uma fonte cuja identidade ele preserva. Disse não saber de quem partiu a ordem nem o motivo para espionar o assessor de Yeda.

Ele afirma que obteve as provas da ação ilegal dos arapongas depois do Carnaval e que não conseguiu ser recebido pela governadora ou pelo secretário da Segurança, Edson Goularte, antes de ser exonerado, na terça-feira passada.

"São arapongas agindo dentro da máquina. A demissão talvez tenha a ver com a possibilidade de que eu viesse a denunciar isso", disse. Oficialmente, o afastamento foi atribuído à decisão do governo de extinguir a Ouvidoria da Segurança Pública.

Conexão Política - Adão Oliveira

Denúncias do ouvidor


O presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, deve se manifestar hoje à tarde sobre os documentos entregues pelo advogado Adão Paiani, ex-ouvidor-geral da Secretaria Estadual de Segurança Pública, na sexta-feira passada. A documentação referente a escutas ilegais feitas através do Sistema Guardião (de responsabilidade da Secretaria Estadual de Segurança). A Ordem vai se manifestar hoje, após ter analisado os documentos e os áudio durante o fim de semana. “Vamos tratar isso como deve ser tratado, com absoluta transparência e responsabilidade”, ressaltou Lamachia.

16/03/2009 12:30h



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